Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Após muitas conversas, com algumas amigas minhas, cheguei à conclusão que afinal de contas o meu casamento até não é assim tão mau. Aliás, não é mesmo nada mau.

Temos problemas? Claro que sim.
Mas temos aprendido a viver com isso e a lutar para resolver os nosso problemas. Eu também sei que, muito do que temos conseguido para a nossa relação, tem sido pela minha persistência . Eu nunca desisto daquilo que quero. Eu sei que sou eu que faço andar o barco, que remo contra a corrente, mas o meu marido vai comigo, não fica para trás à espera que a maré mude.

Eu fico completamente transtornada com as coisas que oiço as minhas amigas dizerem. Como é possível as pessoas viverem como elas vivem?

Quantas vezes, oiço dizer, coisas deste género:

"Eu não quero nem saber. Se o Y não se esforça, não sou que o vou fazer"
 "Eu quero é que o Y não me chateie a cabeça e me deixe viver a minha vida descansada"
"Sexo com o Y é uma porcaria, não me satisfaz nem um bocadinho"

Mas o pior que já ouvi até hoje, foi da boca de uma grande amiga minha:

"Olha, o R. a única coisa que quer fazer é trabalhar e vir para casa enfiar-se no escritório e agarrar-se ao pc . Por isso, comecei a viver para mim e para a minha filha. Quero é o dinheirinho na conta todos os meses, e o resto que se lixe."

Como é que alguém consegue viver com alguém assim?

Eu não conseguia.

Quantas vezes já lhe tenho perguntado, se ela já experimentou falar com o marido e explicar-lhe que não é feliz assim. E a resposta que obtenho, é sempre a mesma:
"Para quê? Para me chatear? Nem pensar. Olha e tu devias fazer o mesmo. Deixavas de ter chatices com o teu R."

De facto, assim deixava de me chatear. Mas à custa do quê? Da minha dignidade? Da minha auto-estima? Da minha própria felicidade?
Acho que não vale a pena.

Mas em dias como o de hoje, em que me sinto cansada de remar e de lutar, dou por mim, ainda que por breves segundos, a pensar se elas não terão razão e eu estarei errada.

sinto-me: cansada
música: living on the edge - aerosmith

publicado por sopro-do-coracao às 23:30
Só se pode lutar até um certo ponto, como é óbvio... uma relação é feitas por esforços e compromissos dos dois... ao mesmo tempo convém lutar um bocado e tentar resolver antes de desistir... "As grandes coisas não são atingidas sem um esforço excepcional"
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Só se pode lutar até um certo ponto, como é óbvio... uma relação é feitas por esforços e compromissos dos dois... ao mesmo tempo convém lutar um bocado e tentar resolver antes de desistir... "As grandes coisas não são atingidas sem um esforço excepcional" <BR class=incorrect <a name="incorrect">Bjs</A> </A>e um bom fim de semana <img src="http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_BOUQUETE.png">
gomesh a 1 de Junho de 2007 às 16:28

Vais-me desculpar a frontalidade, mas quem é que disse que o casamento era uma coisa que ia ser sempre super intenso e super interessante? Os grandes amores, as grandes paixões mais cedo ou mais tarde acabam.... se pensarmos um bocadinho tudo é assim na vida, tudo tende para um ponto de neutralidade e equilibrio. Mesmo quando ficamos radiantes por termos conseguido um feito brilhante (a nivel pessoal ou profissional), passado umas semanas já está tudo relativizado e já voltamos ao equilibrio. Porque é que no amor/casamento havia de ser diferente?

Não digo que o que se passa no caso das tuas amigas seja normal... porque uma coisa é o tal ponto de equilibrio, outra é o egoísmo. Mas a falta de interesse que elas demonstram pelos maridos e vice-versa.... não é mais que uma amizade. Numa amizade de vez em quando também nos afastamos dos amigos por umas semanas e depois voltamos ao seu convivio, é normalissimo.

O amor e as super-emoções (paixões, excitações, etc) passado um tempo acabam num sentimento equilibrado, no amor penso que o sentimento de "equilibrio" é a amizade.
R. a 12 de Junho de 2007 às 14:16

É engraçado como existe tanta gente com vidas semelhantes... também eu sou casada e andei muitos anos a tentar que o meu marido olha-se para mim, depois de imensas tentativas acho que desisti... amo-o é verdade mas mereço ser amada... acredito que ele ama-me mas preciso de ser amada no sentido de ser acarinhada... mimada... desejada...
Encontrei alguém que me ama e como acho que devo ser feliz mantenho essa relação até conseguir porque não é fácil trair... agora que o meu marido sabe que tenho alguém que me ama (mas não sabe que tipo de relação temos) lembrou-se que existo... sei que não estou a ser justa mas ter duas pessoas a amarem-me é muito bom... só quero ser feliz... já foram muitos anos de infelicidade.
Sorrisoduplo a 19 de Julho de 2007 às 09:29

Desabafos de uma mulher de 30 e tal anos que agora já está nos entas
mais sobre mim
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
24
25
26

27
28
29
30


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO