Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Tenho um filho com 4 anos, a quem lhe foi diagnosticado SIndrome de Asperger, há sensivelmente um ano. Tem sido um ano muito dificil, entre o diagnóstico, e o perceber o que era esse sindrome afinal, muitas coisas se passaram na minha vida, e muitas angustias tive.

Neste momento, e após perceber que os Aspies, são pessoas deveras especiais, fiquei muito mais descansada e relexada em relação à condição do meu filho. Não sem me preocupar com algumas coisas, como por exemplo, como vai ele reagir quando for para o 1º ciclo, como vai ser quando crescer e começar a ter as primeiras paixões.

No entanto, e embora possa parecer estranho para alguns, sinto-me muto feliz com o filho que tenho, pois ele é muito meigo e carinhoso, tem uma precepção do mundo muito diferente da das pessoas "normais", o que nos faz a nós pais olharmos o mundo de um modo diferente também.

Mas é claro, que o meu filho tem algumas dificuldades, a nivel social, principalmente no contacto com os pares, pois não sabe como fazer amigos. Tem também uma grande resistência as alterações às rotinas, assim como uma fixação muito grande por comboios, máquinas das obras e jogos de video. Não sabe ler nas entrelinhas e também não sabe reconhecer emoções nos outros. Mas em contapartida tem uma memória visual optima e é muito bom em matemática, e faz contas de cabeça que nem a irmã que tem 10 anos consegue.

Mas o mais dificil de lidar são as birras e insistências dele, que são muitas vezes desgastantes. E a falta de informação e apoio que há para as familias.

No meu caso particular, não me posso queixar de falta de apoio e intrevenção para o meu filho. Pois ele tem a sorte de estar inserido num infantário que lhe dá todo o apoio que ele necessita, o que eu complemento com consultas de pedopsiquiatria e com hipoterapia.

No geral, o meu filho está muito bem, e tem feito progressos espantosos neste ultimo ano. Apesar de ainda não brincar com os colegas do infantário, ja partilha com eles a mesma mesa de trabalho, coisa que ele à um ano atrás não fazia.

Estou muito satisfeita com a evolução do meu filho. Só tenho pena que as familias não tenham mais apoio.


sinto-me:

publicado por sopro-do-coracao às 15:52
O meu filho também foi diagnosticado aos 3 anos (tem oito actualmente). Compreendo o receio da entrada na primária, nós estavamos apavorados com a passagem de um infantário onde o conheciam desde os 9 meses, para uma escola nova, pública com crianças que não o conheciam. Mas a integração não podia ter sido melhor (mesmo dando muito trabalho- falar com a professora para "explicar" a cabeça dele, explicar às auxiliares que não o podiam agarrar, mesmo se estava fazer disparates tinham de lhe explicar racionalmente porque é que não podia fazer aquilo etc..) tem passado os anos (não é nenhum génio, longe disso) e temapreendido a matéria, fez e continua a fazer amigos (os médicos não sabem explicar mas este aspie é extrovertido). Por isso acho que nos conseguem surpreender pela postiva, mas que dá muito trabalho dá.
um abraço, Tiooca
tiooca a 9 de Abril de 2007 às 18:24

Muito obrigado pelo comentário. É bom conhecer casos de sucesso. Dá-nos esperança.
Gostava de poder trocar mais informações e experiências consigo.
Estou disponível para tal.
Um abraço.

Esteja à vontade para fazer as perguntas e dúvidas que tenha. Não somos médicos, mas como pais com experiência de 5 anos disto pudemos pelo menos dar dicas que connosco resultaram e ajudaram a melhorar o dia a dia de todos e principalmente ajudá-lo a ser feliz (o que sinceramente acho que é).

Um abraço
tiooca a 13 de Abril de 2007 às 11:29

peço desculpa esqueci-me de pôr o mail - tiooca@gmail.com
tiooca a 13 de Abril de 2007 às 11:31

olá!
tenho 17 anos, vou fazer 18 dia 30 de abril e tenho um sopro no coração desde que nasci...
os meus pais souberam que eu tinha um sopro no coração quando eu tinha 1 ano mais ou menos, mas n foi a médica de família que lhes contou, a médica de família nunca lhes tinha dito nada, eu estava entre a vida e a morte, com febre muito alta e a médica que me salvou é que contou à minha mãe, nessa altura o meu pai estava a trabalhar muito longe, a minha mãe passou este sofrimento sózinha..
aos 14 anos eu estava a passar uma fase difícil e tive que ir à mesma médica que contou aos meus pais do sopro e foi aí que fiquei a saber que tinha um sopro no coração... fiquei muito revoltada e só chorava, porques os meus pais nunca me tinham contado nada, foi muito difícil aceitar que tinha o sopro, pois porque eu danço e eu não queria deixar de dançar... tive que fazer exames e todos os anos faço novos exames.. posso fazer ginastica, dançar, mas quando tiver cansada tenho que parar e não me posso enervar... ja danço à 7 anos, faço espectáculos, mas tenho medo, sempre que me cansso, começo a sentir-me mal...
agora que eu tenho 17 anos ainda me custa um pouco a aceitar que tenho um sopro...
preciso de um concelho!
um abraço!
Patrícia

oi!
Sou um adulto de 39 anos, tenho a certeza que sofro de fobia social porque já fiz um auto-teste on-line e quase rebentei com a escala. Acho que a fobia é uma consequência da sindrome de asperger nunca diagnosticada.
Onde deverei dirigir-me para ser consultado por profissionais crediveis e competentes?
Segundo li na net, os critérios de diagnostico são vagos e subjectivos.
Como se pode ter a certeza que uma pessoa tem asperger?
Desde já o meu muito obrigado!
Cumprimentos.
Anónimo a 23 de Abril de 2007 às 18:11

CADIN EM CASCAIS OU ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ASPERGER
Anónimo a 6 de Março de 2009 às 10:04

Minha amiga

Coloquei uam ligação para o seu blogue no meu post mais recente. Veja http://violada_mas_nao_vencida.blogs.sapo.pt/43011.html

Espero que não se importe.

Beijo

Alexandra Caracol
Alexandra Caracol a 24 de Abril de 2007 às 12:38

Claro que não me importo. Fico até feliz de o ter feito.
Beijo.

Tenho um irmão de 44 anos que foi diagnosticado em criança como exquizofrenico, somente há 2 anos um psiquiatra que cuidou dele aos 8 anos, disse que seu diagnostico era sindrome de asperger e ficamos surpresos como ele se enquadra na descrição da doença: metodico, resistente a mudanças, entende as palavras literalmente, interesse por um assunto unico. Ele aprendeu a ler e escrever porque minha mãe contratou uma professora particular, pois foi "convidado" a sair de todas as escolas por onde passou, pela dificuldade de interação, as professoras diziam não ser possivel atender a uma criança de maneira especial...Hoje as escolas estão mais preparadas para conviver com as diferenças, e nem que voce tenha de tentar várias até achar a ideal, faça sem desistir, vai valer a pena! Fiquei surpresa em saber que seu filho é bom em matemática, meu irmão tem muita dificuldade com numeros e somente agora esta aprendendo (lentamente) a ver o troco. No mais ele é super carinhoso, educado, e respeitador, hoje tem muitos amigos e um otimo "conversador", quando criança minha mãe pensava que ele era surdo, pois não atendia aos chamados. Demorou a falar, mas não tem nenhum problema motor, alias tem uma saude ótima. Minha mãe costuma dizer que ele é o seu presente especial, e realmente ele é muito especial para nossa familia! Tenho procurado saber mais sobre a sindrome, que parece não era muito conhecida e foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição, em 1994. Desejo a todos os leitores que tem um caso destes na familia, coragem e ânimo, e eu sei que Deus vai dar o que voces precisam e seus queridos(as) como tem feito com minha familia há quase 45 anos. Deus abençõe voces!
Elaine a 6 de Maio de 2007 às 18:42

Eu sou Aline, tenho 23 anos atualmente namoro um rapaz q é portyador da sindrome de asperger e sinceramente não sei como agir em certas ocasiões, me ajudem por favor

Aline
Não sei exatamente a quais situações voce se refere, mas vou tentar ser abrangente.
Por exemplo, por entenderem as palavras literalmente, não dá para ser subjetiva com ele, ele não entende "indiretas". Talvez seja necessário repetir mais de uma vez o que voce deseja que ele faça ou voces façam juntos, e uma coisa de cada vez, eles não processam várias informações juntas, meu irmão costuma dizer: "uma coisa de cada vez". Mudar o que já esta programado também causa "stress" para eles, sendo assim é melhor programar tudo com cuidado para não ter que fazer mudanças de ultima hora. Eles são rigorosos com horários e datas, e toda promessa é uma dívida que tem de ser paga. Gostaria muito que meu irmão encontrasse alguém também. Já considero voce muito especial pelo seu carinho com seu namorado. Deus abençõe voces, e se puder te ajudar mais, pode contar comigo...
Elaine a 6 de Maio de 2007 às 22:13

Olá Aline,

o melhor é começar por perceber que tem a seu lado uma pessoa especial e que gosta realmente de si (os aspies não sabem mentir e apegam-se verdadeiramente aos que amam). Mas, e há sempre um mas, não sabem ler nas entrelinhas, por isso ele nunca vai adivinhar o que quer, o melhor mesmo é dizê-lo directamente. Assim como, não reconhecem as emoções, tudo o que vai para além do: está a rir, logo esta contente e do está a chorar, logo está triste eles não percebem. Outra coisa muito importante a reter, é que os aspies são muito agarrados às rotinas, e aos seus interesses (só deste modo se sentem seguros).
Quanto ao resto, cada aspie é um aspie e cabe-lhe a si aprender a viver com o seu namorado. Se tiver interessada consulte o site da Associação Portuguesa do Síndrome de Asperger , vai ver que vai encontrar muita informação (na sua maioria, fácil de ler) sobre o síndrome

Muito obrigado pelo apoio. É sempre bom ouvir (neste caso ler) palavras de apoio e conforto.
Mas deixe que lhe diga o seguinte, nem todos os aspies são iguais. De certeza que o seu irmão, tem uma área forte, na qual se distingue dos demais. A do meu filho é a matemática. Conheço um caso de um menino que é a música. Cada caso é um caso.

Um grande beijo.

Eu tenho a síndrome de asperger, e no meu interesse é na música, pois eu sei tocar teclado e violão, eu toco na igreja, faço aula de canto. É que eu mais adoro, e adoro o meu cachorrinho.
Só t~em uma coisa eu não fico quieta na igreja, não consigo pois me dá muita agonia.
Michelle a 25 de Agosto de 2011 às 00:43

Ah eu tenho 25 anos e faço tudo aquilo que eu falei aí em cima. O da Música.
Michelle a 25 de Agosto de 2011 às 00:45

Olá

Eu e uma amiga minha estamos a fazer um projecto de 12º ano, na área de Ciências, sobre a Síndrome de Asperger. É um trabalho de investigação, por isso estamos a tentar contactar com pessoas portadoras deste Síndrome e com especialistas, para compreender melhor estes casos. Estivemos a pesquisar sobre o assunto e ficámos muito impressionadas com o facto de alguns dos maiores génios conhecidos mundialmente possuíam esta Síndrome. Este facto despertou-nos um interesse ainda maior e por isso estamos a tentar ao máximo aprofundar o nosso conhecimento sobre o assunto.
Será que nos pode ajudar?
Obrigada!
Teresa a 28 de Setembro de 2011 às 09:31

Pode
Michelle a 9 de Outubro de 2011 às 22:20

tenho um filho com aperger.ele tem 8 anos ele cmeçou;a fazer um tiq nu pescoso;achamo q fosse do risperdal. o medico mandou para a medicaçao pq; telvez podesse ser efeito colateral; ja se passarao 6 mses e nada/agora ele esta fazendo nu corpo ele mudou a medicaçao;pra leptal.e outros e nada meu filho continua fazendo esses movimentos tipo ele entorta a cabeça;ele faz tratamento em sao paulo com dr;saú sipel moramos em macapa; aqui a medicina e muito atrasada; me ajudem .mas ele e um menino muito inteligente.quase nao ppecebe q ele tem essa simdrome me ajudem o q faço
maria a 8 de Dezembro de 2012 às 17:33

MEU FILHO TEM SINDROME ASPERGER ,ELE É UM AMOR APRENDO TODO DIA COM ELE...AS DIFICULDADES COM CERTEZA VÃO APARECER ,PÓREM ,PROCURE APRENDER COM ELAS...UM GRANDE ABRAÇO ARIADNE.
ariadnecosta@uol.com.br a 13 de Maio de 2007 às 00:58

Tem sido um ano de muita aprendizagem, um ano muito duro, mas ao mesmo tempo um ano de muitas recompensas.
Não tenho dúvidas que dificuldades virão, mas quem as não tem? A vida de outro modo nem tinha graça.

Olá sou do Funchal, tenho um filho portador da sindrome de asperger, desde os 4 anos notava qualquer "coisa" estranha, raramente comprimentava as pessoas, tinha dificuldade em interagir com as outras crianças no infantario, brincava muito sozinho... na ida ao pediatra falava sempre nesta minha preoupação, mas agora nesta ultima consulta suspeitou da sindrome, consultei também uma psicologa e apos alguns testes diagnostificou na conclusão que apresenta traços da sindrome de asperger. Pesquisei muito sobre este assunto e na melhor maneira de ajudar o meu filho porque o que eu neste momento quero é que ele seja feliz... Já não ligo quando criticam e dizem que ele é mal educado e que já é crescido e que tem de comprimentar as pessoas, simplesmente digo nem todas as pessoas são iguais existem os introvertidos e os extrovertidos. Na escola os professores já estão bem informados porque além do diagnostico do meu filho foram a uma confência que houve em abril sobre o assunto... O meu filho está a melhorar e estou mais optimista. obrigada .
Sónia a 6 de Junho de 2007 às 14:55

Olá Sónia,

Fico sempre muito feliz, quando me contactam pais de meninos (e meninas também), como o meu filho. Dá-me uma sensação de "companhia". Sinto que não estou só, que se quiser, posso sempre chegar até lá.

Ainda bem, que o seu menino está integrado na escola que frequenta. É bom para ele, logo é bom para os pais...

Não sei o que pensa do que lhe vou dizer, mas para mim o grande problema na integração dos aspies, é a falta de informação que existe sobre a síndrome. Ninguém sabe o que é, ninguém conhece, logo ninguém sabe como agir. Passamos frequentemente por maus pais e eles por crianças mal educadas. Quando tudo o que era necessário era que as pessoas conhecessem um pouco da condição dos aspies.

Uma coisa que me incomoda, é a falta de conhecimento da síndrome por parte dos profissionais da educação. É espantoso o número de professores, educadores e auxiliares que desconhecem a síndrome. Como é que estas pessoas vão conseguir trabalhar com os nossos filhos?!

Se me quiser escrever para trocarmos ideias sobre os nossos meninos especiais, faça-o para: cristina.oleiro@sapo.pt.

Viva!
Tenho um sobrinho que fez agora 16 anos. Tem todos os indícios de ter SA, embora o grau ou intensidade (se é que se pode medir o SA) pareça ser leve. Tem conseguido fazer o ensino básico embora com dificuldade a algumas matérias. Só agora chegamos ao prevísivel diagnóstico da SA, embora ainda não se tenha consultado nenhum especialista. Até agora os psicólogos e pedopsiquiatras sempre "atiraram" para o "déficit de atenção", pelo que gostaria de saber se na zona norte (Porto, Braga, etc) existe algums especialista nesta matéria. Temos já um contacto de uma Drª Alda Mira Coelho no Porto, para onde iremos marcar consulta em breve. Se souberem de mais alguém, por favor informem. Neste momento e mesmo sem um diagnóstico profissional e taxativo, a grande dúvida já não é "qual o problema", mas sim, "qual a melhor forma de lidar com o problema". Nos artigos que temos visto na net, em especial nestes testemunhos em blogs, há pouca informação das "técnicas" que se podem usar nestes casos. Desde já agradeço a vossa atenção. Cumprimentos,
Fernando Rebelo
frebelobox@gmail.com
fernando rebelo a 8 de Junho de 2007 às 11:54

olá Fernando.
Infelizmente tenho o mesmo problema... sou do Funchal e tenho um filho com 6 anos que sofre de SA e estou a ter muita dificuldade de levar o meu filho algum centro para apoia-lo, porque não existe nenhum, a unica forma é leva-lo a um psicologo que esteja bem informado sobre o assunto, mas não tem tempo para nos receber. A psicologa que fez o diagnóstico do meu filho demorou 6 meses para fazé-lo e isto é fustrante.
Vou optar agora por inscrevê-lo numa actividade extra para estimula-lo na parte de interação social que é onde ele tem mais dificuldade, fui aconselhada para a prática de hipismo, canoagem ou até mesmo karaté ou Judo.
Claro que o meu filho tem de interesar-se senão não vale a pena...mas o maior apoio ele tem de receber em casa, temos de estar sempre a levantar a auto estima dele... e o mais importante é nunca desistir...
Felecidades para o seu sobrinho.
Sónia a 12 de Junho de 2007 às 09:18

Olá, agradeço imenso ter respondido ao meu comentário. Adoraria que simplesmente tudo isto fosse um pesadelo... mas não é. Quando recebi o diagnóstico parecia que o mundo tinha desabado em cima de mim, primeiro foi um grande choque saber que esta "ser especial" não tem cura, ele vai ter dificuldade em fazer amigos o resto da vida, eu achava que colocando-o em 1 ou 2 actividades ele ía fazer muitos amigos, porque eu sei que ele quer fazer amigos mas não sabe como. Alias ele tem um amigo mais especial na escola mas esta semana quando o fui deitar ele disse-me "mamã eu só tenho um amigo se eu perdê-lo vou ficar sem amigos, eu vou ficar muito sozinho..." disse-lhe que ele estava enganado que além daquele amigo tinha muitos mais, a mãe o pai a irmã as primas, etc.. ele olhou para mim sorriu e diz " é verdade mamã, tens razão".
Tenho mais uma filha que vai fazer 4 anos que ajuda-o imenso, as brincadeiras deles são idênticas o meu filho como é um pouco mais imaturo por isso divertem-se bastante.
A minha filha nasceu prematura de quase 7 meses, antes dela nascer eu estive em repouso absoluto durante 2 meses no hospital, pois tinha tido um precose rebentamento da bolsa e tive de permanecer imóvel. Quando eu soube deste "pequeno problema do meu filho" um dia uma minha amiga disse-me: Sónia dizem que os bébes que nascem prematuros ou que têm problemas antes do seu nascimento e que conseguem sobreviver, vieram ao mundo com uma MISSÃO, penso que a missão da minha filha será ajudar o irmão a ser um pouco mais feliz...
Eu acho que se ele tiver estas pequenas ajudas, na escola e em casa o caminho que ele terá de percorrer pela vida fora será menos penoso e mais fácil...
Eu não quero que as pessoas tratem o meu filho de maneira diferente, quero só que o entendem, porque já é muito difícil para ele viver neste mundo cheio de injustiças e confusões que ele não entende...
Eu adoro os meus filhos, são os meus anjinhos, são grandes preciosidades, eu só quero que sejam muito felizes, é sempre o que eu peço... que sejam muito felizes.


Sónia a 8 de Junho de 2007 às 17:05

Olá, Sónia.

Os nossos filhos felizes... Não é o que todos os pais querem?!

Pelo que percebi pelo seu comentário, a Sónia ainda está muito abalada com o diagnóstico do seu filho. Provavelmente, o diagnóstico é recente.

Quando recebi o diagnóstico do meu filho, eu também fiquei revoltada, angustiada e sei lá mais o quê. Agora, um ano passado, já me sinto mais confiante e mais conformada (não era esta a palavra que queria utilizar, mas de momento não me ocorre outra melhor).

Procure acalmar-se e vai ver que tudo vai correr pelo melhor. A nossa calma e tranquilidade são o melhor remédio para os nossos meninos.

Volto a deixar-lhe aqui o meu endereço de e-mail (para a Sónia me contactar. Se quiser claro): cristina.oleiro@sapo.pt

oi! por acaso vim parar aqui a este site e fiquei entretida a ler as vossas experiências pessoais de vida. No seu caso em particular assustou-me imenso o comentário que fez acerca da "missão" da sua filha. A "missão" de alguém neste mundo é viver, ser feliz e não ser responsável desde que nasce pelo sucesso da vida de outrém, mesmo que seja um irmão. Tenha cuidado com a responsabilidade que pôe na sua filha mais nova, pode ser demasiada. Ela ainda está a crescer e para crescer saudável precisa de ser cuidada e não de cuidar!! Não leve a mal a intromissão por favor. Faço parte de um Grupo de médicos relacionados com Saúde Mental Infantil e vemos diariamente muitos meninos e meninas doentes. Nas famílias em que existe alguém com uma doença crónica, muitas vezes os outros membros da família inicialmente saudáveis acabam por adoecer também, devido ao desgaste de cuidar do doente identificado. Eu sei que é difícil não organizar a vida familiar em torno da doença, mas pela vossa saúde tentem!! cumprimentos e felicidades Carla
carla fernandes a 10 de Agosto de 2007 às 14:15

Olá Carla!

Antes de mais, muito obrigado pelo seu comentário.
Quero que saiba que este comentário foi feito ao meu texto, e não por mim. No entanto, vou fazer com que a sua destinatária o leia.

Muito obrigado, e volte sempre.

Não precisa assustar-se com o comentário que eu fiz acerca da "Missão da minha filha" por acaso foi uma maneira de falar, as vezes nós falamos e somos muito mal interpretados!! como foi este caso!! aliás por tudo o que eu escrevi neste blog dá para perceber a minha angústia e não esperava ter sido tão mal interpretada. Nunca vou responsabilizar a minha filha por nada relacionada com o irmão apenas quis dizer que é muito bom para o meu filho ter uma irmã que ajuda-o imenso no facto de relacionar-se com os seus pares... por acaso esta frase de "Missão da minha filha" foi dita por uma amiga minha sem nenhumas intenções...
Desculpe sopro-do-coração por ter "invadido o seu blog" com esta mensagem mas não podia deixar de responder a este comentário que me deixou muito triste...
Obrigado Sónia
Sónia a 13 de Agosto de 2007 às 11:30

Oi Carla,
Antes de mais quero dizer que não gostei do seu comentário, achei-o abusivo !!
Por trabalhar com crianças doentes não a dá o direito de criticar ninguém, muito menos uma mãe que deixou uma mensagem tão bonita !! Não achei o testemunho da mãe assustador, pelo contrário mostra que é uma mãe que adora os filhos e que está apenas feliz por ter uma filha mais nova que "SEM QUERER" está "AJUDANDO" o irmão a relacionar-se um pouco melhor, a palavra "MISSÃO" nota-se claramente que veio por acréscimo e de maneira alguma coloca responsabiliza a filha a "cuidar" do irmão, como foram suas palavras. Penso que toda as pessoas que leram este blog perceberam isso, menos você Carla !! Por favor não faça mais comentários desses sem lógica.
Obrigado
Renato a 14 de Agosto de 2007 às 14:43

olá Renato, só agora vi esta mensagem e agradeço, fico contente por ter percebido a minha mensagem, realmente acho que é muito bom para o meu filho ter uma irmã que como o Renato disse "SEM QUERER" está a ajudar o irmão, por vezes só com a sua presença. Quero deixar também bem claro que eu bem como também diversos profissionais não considero a síndrome de asperger uma deficiência mas sim uma diferença, não considero o meu filho deficiente, ele é inteligente e autónomo apenas é um pouco excêntrico nada mais...Aliás todos nós temos as nossas limitações no caso do meu filho são um pouco mais evidentes e tenho esperança que com todas as ajudas que ele tiver "terapias" em maior parte a MINHA ajuda que sejam minimizadas... Também quero deixar bem claro que a parte de CUIDAR será sempre da nossa responsabilidade como pais, agora é normal que os irmãos se entreajudem , o conceito de FAMÍLIA é isso mesmo, entreajuda mútua.
Obrigada a todos.
Sónia a 8 de Novembro de 2007 às 09:13

Estou sendo diagnosticado c/ a sa minha ja perdeu a cabeça comigo varias vezes!!! tenho 20 anos ñ tenho namorada e ñ sei como controlar isto me ajude!!!!!!!!! mail para contato: guilherme-flaquer@uol.com.br

p.s. estou na faculdade!!!
guilherme silveira flaquer a 5 de Julho de 2007 às 13:41

Caros amigos, tb há pouco mais de 1 mês o nosso rapaz com 9 anos foi diagnosticado com SA , o ke nós já suspeitávamos. Na minha modesta opinião é 1 problema ke se "descobre" no seio da família e agi mesmo se "trata", se treina e se ensina o ke eles não aprendem por si.O nosso tb não tem amigos, ke ker ter mas não consegue, sem perceber porkê ..nós percebemos: ele tem brincadeiras de 4 anos, fala com termos como "presumo" e "suponho", confunde levar com trazer,nunca sabe as horas, não liga nenhuma a marcas de carros ou futebol...enfim, para os seus pares, é "parvo".E essa é a sua maior angústia no momento. Mas iremos com calma, lendo tudo o ke aparece sobre o assunto e tendo muita, muita paciência!
mariamartin a 9 de Julho de 2007 às 23:12

MEU FILHO TEM SA , FOI AO ENTRAR NA ESCOLA QUE A SITUAÇÃO VEIO A TONA, ACREDITO QUE FOI POR HAVER MUDANÇA NA SUA ROTINA, COMO NÃO SABÍAMOS DO CASO, NÃO O PREPARAMOS. HOJE ESTÁ COM 12 ANOS, FREQUENTANDO A 7ª.,TEM ACOMPANHAMENTO COM ESPECIALISTA, FAZ TERAPIA OCUPACIONAL. ESTOU SEMPRE PROCURANDO INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO, VEJO FILMES, LEIO LIVROS QUE RELATE O TEMA. A ADOLESCÊNCIA VEM AI, É PREOCUPANTE, MAS COM CERTEZA, ESSA BARREIRA , TAMBÉM VENCEREMOS.
" O AMOR E A FORÇA DE VONTADE VENCE QUALQUER DIFICULDADE"
SOMOS DE CANOAS RS
mirafavero a 14 de Julho de 2007 às 02:54

Meu sobrinho de 7 anos foi diagnosticado como poratdor da sindrome de asperger.Gostaria de saber quais filmes falam sobre o assunto.
Elisabete Sanches a 16 de Dezembro de 2007 às 19:10

Olá,
Tambeém tenho um filhote que vai fazer agora 4 anos e a quem foi diagnostico alguns traços do sindroma de asperger, pela psicologa do colégio. Tem andado a ser acompanhado com ela e os traços mais leves estão praticamente controlados, já brinca com amigos no colegio e não separado dos outros como antes. Já interage, etc. Mas as birras... ai as birras... a mudança de rotinas continua a ser o cabo dos trabalhos, entre outras coisas.
enfim, não há informação suficiente e nós é que temos de andar a procurar pela ajuda.
bjcs
Malena
malena a 18 de Agosto de 2007 às 10:37

Desabafos de uma mulher de 30 e tal anos que agora já está nos entas
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