Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
E de outra maneira não poderia estar...

A minha menina, a tal que quando for grande quer ser bailarina, depois de ter sofrido o seu primeiro não, teve agora uma grande alegria (e a todos cá em casa também, diga-se).

Ora, a tal menina que foi recusada pela única escola de dança, de ensino publico, que existe  no nosso país, foi agora escolhida pela CêDêCê (Companhia de Dança Contemporânea), para fazer parte, em conjunto com outras crianças, de um espectáculo organizado pela Companhia.

Será que a menina, que há 3 meses, não tinha qualidades suficientes para frequentar a tal escola, agora já tem qualidades para participar num espectáculo organizado por uma companhia de dança profissional? Onde as terá ela ido arranjar em tão curto espaço de tempo? Ou será que sempre as teve?


sinto-me: Muito Orgulhosa

publicado por sopro-do-coracao às 22:55
Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Já passaram duas semanas, desde que a minha princesa viveu o seu primeiro Não. Trabalhou arduamente durante 4 anos, mas principalmente neste último ano. Fez aulas de ballet todos os dias, Fez aulas de barra-chão 3 vezes por semana. Fez dieta durante 4 meses. E tudo isto, não para conseguir um lugar numa companhia de dança, mas sim um lugar numa escola de dança.

Confesso que não foi fácil. Nem para ela, nem para nós (pais), nem para nós (família). Não vou dizer que já passou. Seria mentira. Mas já está mais leve.

É muito complicado ver os nossos filhos a sofrer e não se poder fazer nada. É necessário que eles vivam as suas próprias dores. Que aprendam a sarar as suas feridas. Só assim se tornaram adultos responsáveis, confiantes e equilibrados.

Mas não os podemos deixar sozinhos nesse processo. É muito importante estarmos ao seu lado. Ajudá-los a criar os seu próprios processos de cicatrização. E (tentar) explicar-lhes o que lhes está a acontecer.

Em todo este tempo, tenho tentado explicar-lhe que por vezes (infelizmente mais do que se desejaria), não se consegue o que se procura, não por falta de competência, nem por falta de trabalho, empenho e esforço, mas porque alguém conhecia fulano de tal, que conseguiu meter uma cunha. Mas é muito difícil transmitir isso a um filho de 10 anos, sem que lhe transmitir a ideia que isso é o mais correcto. E que se agir assim no futuro vai ter um futuro brilhante. Não é esse tipo de ensinamentos que quero deixar aos meus filhos...

Tenho tentado fazê-la acreditar que, se pode ter muitas cunhas, mas que no futuro só triunfa quem tem verdadeiro talento, quem tem força de vontade, determinação e luta até fim pelo que acredita. E que é impossível chegar a ser-se um grande bailarino só porque se conhece fulano de tal. Até porque, artista, não é quem quer, é quem nasce.

sinto-me: Um bocadinho menos triste

publicado por sopro-do-coracao às 00:25
Desabafos de uma mulher de 30 e tal anos que agora já está nos entas
mais sobre mim
Setembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
23
24

25
28
29
30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO