Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

O meu menino hoje faz anos!! 

 

7!!!!!!!

 

 

Está um rapazinho crescido.

 

Quem o conheceu há quase 4 anos atrás e o vê agora não o reconhece.

 

Está mais confiante, mais autonomo.

 

Já está na escola, no 2º ano, e as coisas têm corrido bem. Fez uma boa aprendizagem da leitura e consolidou as competências matemáticas que já tinha. Está bem integrado na escola e na turma, e até tem alguns amigos.

 

Continua com pouca tolerância à frustação e sem saber esperar. Ainda é fascinado por comboios. Já tem menos comportamentos repetitivos e é menos preso às rotinas.

 

No entanto, as suas "particularidades" estão agora a começar a revelarem-se. A sua dificuldade ao nível da motorcidade fina está a atrapalhar a sua caligrafia, que é muitas vezes ilegível. A sua imaginação pouco fértil está a mostrar-se na hora de inventar frases que utilizem determinadas palavras. A sua dificuldade de concentração está a revelar-se na quantidade de erros nos ditados.

 

Desde o seu diagnóstico, até hoje, passaram quase 4 anos, e sem dúvida nenhuma que os progressos foram fantásticos.

 

Por tudo isto, o meu menimo está de PARABÉNS.

 

 

FELIZ ANIVERÁRIO MEU AMOR!!!!!!!!!!!!!!!!               

 

 

 

 

 


sinto-me: Em festa!!!!
música: Parabéns a Você

publicado por sopro-do-coracao às 15:39
Sábado, 26 de Abril de 2008
Foi o mês passado que fez um ano que aqui cheguei. Confesso que nem me lembrei disso, até há uns dias. Estava numa conversa e mencionei este meu cantinho, e foi aí que me veio à memória que já tinha um ano.

Como não podia deixar de ser, resolvi fazer uma Demonstração de Resultados deste meu ultimo ano, afim de apurar o Resultado Líquido deste ano. Resolvi relembrar tudo o que de bom me aconteceu, e tudo o que de menos bom se passou.

Comecei pelas coisas menos boas....

- A minha relação com o meu marido esteve em sério risco. E muita coisa aconteceu à volta desta situação.
- Estive 4 meses sem trabalho, o que causou um forte abalo na tesouraria cá de casa (ainda me estou a recompor).
- Tive um emprego relâmpago (1 dia e meio), que terminou, porque eu não estava a dar o rendimentos esperado (pois...pois...).
- A minha princesa sofreu um grande desgosto, ao não entrar na escola que pretendia. E isto depois de anos de trabalho, e um ano de muito mais trabalho ainda.

Depois vieram as coisas boas...

- Iniciei este cantinho, e com ele "conheci" muita gente interessante e simpática. Com uns desenvolvi uma relação de amizade (virtual), com outros apenas troquei algumas palavras.
- Vi o meu menino crescer e evoluir, e tornar-se um rapazinho de 5 anos cheio de vida e de reguilice (como se espera).
- A minha princesa, cresceu e amadureceu. Fez a sua estreia como (aprendiz de) bailarina, num espectáculo com uma companhia de dança profissional. E teve a sua primeira experiência longe de casa.
- A minha relação, com o meu marido, está mais estável e próxima daquilo que eu preciso para ser feliz.
- Consegui, finalmente, um emprego num local agradável, e que me satisfaz.

Chorei e sorri.

Mas no final, ainda faltava fazer as contas, e verificar qual tinha sido o resultado...

Somei todas as coisas menos boas. E somei todas as menos boas. E subtrai umas às outras. No final, obtive um resultado liquido bastante favorável. Foi um bom ano.

Porque afinal de contas, sorri muito mais do que chorei.

sinto-me: Bem... muito bem
música: Edith Piaff - Non, je ne regrette rien

publicado por sopro-do-coracao às 17:32
Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Há momentos em que olho para o meu menino e ele me parece perfeitamente normal (não gosto nada desta palavra - Normal). Brinca, ri, chora, interage, reage da forma esperada.

 

Mas depois, vêm os outros momentos... Em que não nos olha nos olhos, não nos deixa tocar-lhe, reage exageradamente às situações, as estereotipias , as rotinas, o ignorar-nos...

E são estes momentos que me chamam à realidade. O meu menino tem uma perturbação do espectro autista. O meu menino tem Síndrome de Asperger .

 

E viver nesse mundo não é fácil. Há as dúvidas que me assolam todos os dias. Que na realidade se traduzem numa só: Será que ele vai conseguir ter uma vida autónoma ?

 

Se há momentos em que acho que sim, outros acho que não.

 

O meu menino, para além das fracas competências sociais , tem um desenvolvimento emocional abaixo do que seria esperado para uma criança da idade dele. Como diz o Asper aqui, com o avançar da idade, a tolerância aos comportamentos desajustados é cada vez maior.  E isso assusta-me. Tanto.

 

No entanto, procuro não pensar nisso. Procuro viver um dia  de cada vez. Pois só assim, acredito, conseguir ajudar o meu filho. De nada me serve viver atormentada com um futuro do qual nada sei.

 

 

 



publicado por sopro-do-coracao às 13:45
Domingo, 28 de Outubro de 2007
Têm sido dias de alegria, estes que tenho vivido...

Foi a minha menina que deu mais um pequeno passo rumo ao seu sonho. E o meu menino que me deu uma alegria imensa.

É como se costuma dizer... Depois da tempestade vem a bonança...

Andei muito preocupada com alguns comportamentos do meu filho. Tão preocupada, que recorri ao pedo-psiquiatra que o segue. O meu menino, tinha voltado às birras (que já quase tinha abandonado) e aumentado o seu comportamento agressivo. Não esbateu ainda esses comportamentos, mas já se encontrou uma causa para eles.
O meu filho, perdeu (durante as férias) algumas das regras que já tinha adquirido. Como tal, sente-se perdido e desorientado por isso. Este seu comportamento, é só um reflexo dessa perda. Vamos (eu e o pai)  ter que tomar algumas medidas (que não ser muito populares entre os avós), de forma a que o meu filho recupere as regras perdidas e com elas a estabilidade.

Bem... mas o que me trás aqui, não são estas coisas, mas sim a alegria que senti, quando questionei o meu filho sobre a festa do seu 5º aniversário (que está próxima), e sobre quem queria convidar para ela.

Ora, e ao contrário do que se passou no ano anterior, que não manifestou muito interesse nos preparativos da festa e que apenas quis convidar duas crianças da sua sala. Este ano, está a mostrar muito mais interesse na preparação da festa (quis escolher os desenhos a colocar nos convites, quis ajudar na sua elaboração, escolheu o boneco a colocar no bolo de aniversário e escolheu o local da festa), mas o melhor de tudo foi a parte em que o questionei sobre que amigos queria convidar para a sua festinha, e ele me respondeu... "todos os amigos da minha sala".

Ele pode, ainda, não brincar com eles todos  (mas já interage com todos, e já brinca com 3 ou 4). Mas o facto de ele os querer na sua festa de aniversário, para mim já é uma vitória.

sinto-me: Feliz com os meus meninos

publicado por sopro-do-coracao às 09:38
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
E de outra maneira não poderia estar...

A minha menina, a tal que quando for grande quer ser bailarina, depois de ter sofrido o seu primeiro não, teve agora uma grande alegria (e a todos cá em casa também, diga-se).

Ora, a tal menina que foi recusada pela única escola de dança, de ensino publico, que existe  no nosso país, foi agora escolhida pela CêDêCê (Companhia de Dança Contemporânea), para fazer parte, em conjunto com outras crianças, de um espectáculo organizado pela Companhia.

Será que a menina, que há 3 meses, não tinha qualidades suficientes para frequentar a tal escola, agora já tem qualidades para participar num espectáculo organizado por uma companhia de dança profissional? Onde as terá ela ido arranjar em tão curto espaço de tempo? Ou será que sempre as teve?


sinto-me: Muito Orgulhosa

publicado por sopro-do-coracao às 22:55
Sábado, 11 de Agosto de 2007
Embora com alguns dias de atraso, cá estou eu a responder ao desafio que a infiel me deixou no seu blog.

Confesso que não tenho muito jeito para estas coisas, mas vou tentar revelar quais são as sete maravilhas da minha vida.

Pensei, pensei. E confesso que não consigo colocar ordem em algumas delas. Noutras, definitivamente consigo. Por isso, vou listá-las, primeiro as que tem ordem, e pela respectiva ordem. Depois, as outras. Numa versão "tudo ao molho".

Então, aqui vai...

Primeiro aquelas que tem ordem...

1. Os Meus Filhos

São sem qualquer sombra de dúvida a minha melhor obra. São a minha maior maravilha. Com eles, vivo o melhor de mim. Enfim, não há palavras. São os meus filhos, e pronto.

2. O Meu Casamento (e consequentemente o meu marido)

Temos dias melhores, temos dias piores.
(Agora estamos na fase dos dias melhores...)
Mas é aqui que encontro estabilidade, conforto e é claro... se não fosse o meu casamento, não tinha os meus filhos...

3. A Minha Casa

É o meu refúgio, o meu casulo. É aqui que recupero forças. É aqui que vivo o meu casamento e com os meus filhos...

Agora a parte do "tudo ao molho"

A Minha Família e Os Meus Amigos, porque são eles que me proporcionaram, e proporcionam ainda, as minhas memórias, as minhas histórias, as minhas dores, as minhas alegrias, enfim... que me oferecem tudo que faz de mim o que sou.

Os Meus Animais de Estimação, todos os que tenho e já tive. Mas principalmente os que tive na minha infância. Guardo com especial carinho, as recordações do meu cão (que me acompanhou desde a infância até ao meu casamento). As recordações do meu pinto, da minha codorniz, o meu pintassilgo e de todos os canários que alimentei (com um palito).

A Culinária, a que me dedico agora muito menos do que gostaria, mas que me dá um prazer enorme. Quando cozinho, esqueço-me do mundo...

Agora vem a parte de escolher "as próximas vitimas". Que serão enumeradas por ordem alfabética (acho que fica muito melhor assim).

Assim, as minhas "vítimas" são... (agora deveria ouvir-se o rufar de tambores)

-As incertezas de uma amante
-Barafundida
-Callaway
-Estela do Sul
-Gomesh
-Maaf
-Sextrip


Agora fico à espera de ver os resultados...


publicado por sopro-do-coracao às 10:35
Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Já passaram duas semanas, desde que a minha princesa viveu o seu primeiro Não. Trabalhou arduamente durante 4 anos, mas principalmente neste último ano. Fez aulas de ballet todos os dias, Fez aulas de barra-chão 3 vezes por semana. Fez dieta durante 4 meses. E tudo isto, não para conseguir um lugar numa companhia de dança, mas sim um lugar numa escola de dança.

Confesso que não foi fácil. Nem para ela, nem para nós (pais), nem para nós (família). Não vou dizer que já passou. Seria mentira. Mas já está mais leve.

É muito complicado ver os nossos filhos a sofrer e não se poder fazer nada. É necessário que eles vivam as suas próprias dores. Que aprendam a sarar as suas feridas. Só assim se tornaram adultos responsáveis, confiantes e equilibrados.

Mas não os podemos deixar sozinhos nesse processo. É muito importante estarmos ao seu lado. Ajudá-los a criar os seu próprios processos de cicatrização. E (tentar) explicar-lhes o que lhes está a acontecer.

Em todo este tempo, tenho tentado explicar-lhe que por vezes (infelizmente mais do que se desejaria), não se consegue o que se procura, não por falta de competência, nem por falta de trabalho, empenho e esforço, mas porque alguém conhecia fulano de tal, que conseguiu meter uma cunha. Mas é muito difícil transmitir isso a um filho de 10 anos, sem que lhe transmitir a ideia que isso é o mais correcto. E que se agir assim no futuro vai ter um futuro brilhante. Não é esse tipo de ensinamentos que quero deixar aos meus filhos...

Tenho tentado fazê-la acreditar que, se pode ter muitas cunhas, mas que no futuro só triunfa quem tem verdadeiro talento, quem tem força de vontade, determinação e luta até fim pelo que acredita. E que é impossível chegar a ser-se um grande bailarino só porque se conhece fulano de tal. Até porque, artista, não é quem quer, é quem nasce.

sinto-me: Um bocadinho menos triste

publicado por sopro-do-coracao às 00:25
Sexta-feira, 04 de Maio de 2007
Há coisas que não consigo compreender. E o sentimento de posse que os pais têm em relação aos filhos é uma delas. Eu sou mãe e não encaro as coisas assim. Não vejo os meus filhos como meus pertences. São obviamente meus, no sentido em que saíram de mim. Mas, não os encaro como minha propriedade. E aceito que tenham as suas vidas de modo autónomo (bem, se calhar digo isto porque ainda são pequenos -4 e 10 anos- mas acho que não).

Eu vejo, e sinto, bem esse sentimento em relação a mim (e ao meu marido também, por parte dos pais dele). E penso que se calhar é de ser filha única (o meu marido também é).

Adoro os meus pais, mas, eles acham, e sempre acharam, que porque sou filha deles e porque me ajudam, que tenho que estar 24 horas disponível para eles. Que posso prescindir da minha vida para resolver os problemas deles, pois estes são sempre prioritários. E quando tento explicar que não é possível, que tenho outras coisas para fazer, nomeadamente trabalhar, resolver problemas dos meus filhos (eles ainda não conseguem resolver os deles sozinhos), alimentar-me, ou pura e simplesmente dormir (já não falo em estar um pouco de tempo com o meu marido, ou sair com os meus amigos), sou imediatamente uma má filha, uma filha mal agradecida e mais um sem número de coisas do género (os meus sogros fazem exactamente os mesmo).

Sinceramente, fazem-me lembrar em muito o meu filho de 4 anos, que quando é contrariado, me diz imediatamente , "a mãe, é má".

Será de ser filha única, ou os pais todos assim?

Já começo a ficar farta de tudo isto. Eu só tive dois filhos, não seis.



sinto-me: Furiosa
música: iris - goo goo dolls

publicado por sopro-do-coracao às 13:39
Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
São tudo o que de mais importante tenho. Dão-nos tanto, mas também querem tanto em troca. Por vezes é esgotante. Mas é sempre gratificante.

Isto tudo, vem a propósito de um episódio que se passou ontem com a minha filha de 10 anos.

Como qualquer menina de 10 anos, está a entrar na pré-adolescência. E posso dizê-lo, com algum orgulho, de uma forma muito engraçada. Foi sempre uma menina muito madura e responsável para a idade, e tal característica está a manter-se.

No fim-de-semana, esteve na nossa casa, uma amiguinha dela. E, sem querer, ouvi uma conversa entre elas que achei deliciosa (até porque a minha filha me estava a elogiar, e fiquei babosa).

Não sei como a conversa entre elas começou, mas pelo  que ouvi, percebi que a amiguinha se estava a queixar da mãe. E a minha filha respondeu-lhe, que tinha muita sorte, porque a mãe dela (Eu), era uma mãe fantástica. Que lutava com ela pelo eu sonho (quer ser bailarina), que deixava tudo para trás, para estar com ela e a acompanhar nas suas andanças (pela dança). E que fazia imensos sacrifícios para lhe dar aulas com os melhores professores e que nunca reclamava de estar horas sem fim à espera que as aulas terminassem.

Ao que a amiguinha lhe respondeu: -Tens mesmo muita sorte. Eu gostava muito de ter uma mãe assim.

Escusado será dizer, que fiquei com muita vontade de entrar e de lhe dar um grande abraço. De lhe dizer que ficara feliz, por ela perceber o que faço por ela.

Sou uma mãe cheia de sorte.

sinto-me: Feliz da Vida

publicado por sopro-do-coracao às 12:45
Desabafos de uma mulher de 30 e tal anos que agora já está nos entas
mais sobre mim
Setembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
23
24

25
28
29
30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO